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Vinícola de 1463 debaixo da terra: adega troglodita em Amboise

2 de out.
4 min de leitura

Cara, nesse episódio a gente desceu pra debaixo da terra. Em Amboise, no Vale do Loire, visitei uma adega que faz vinho desde 1463, escavada na rocha, com túnel pra todo lado. Neste post eu te conto o que vi e trago também um pouco da história de Amboise e dos vinhos do Loire, com fonte, pra tu conferir.

Tá sem tempo? Assiste o vídeo aí em cima. Se preferir ler, segue o resumo. E se tu perdeu o episódio anterior, o post do castelo de Chenonceau está aqui.

Aviso rápido: alguns links aqui são de afiliado. Pra ti não muda nada no preço, e eu ganho uma pequena comissão que ajuda a manter o canal. Eu só coloco o que eu realmente uso.

Ficha rápida do episódio

Item

Detalhe

Série

Expedição Moto Tour Europa, Temporada 1, episódio 3

Título do vídeo

Vinícola 600 anos no Vale do Loire

Duração

5 min 47 s

Lugar

Amboise, Vale do Loire, França

Adega

Cave Ambacia, adega troglodita (escavada na rocha) que faz vinho desde 1463

No cardápio

Degustação na adega e almoço na beira do rio

A adega debaixo da terra

A gente chegou na Cave Ambacia, em Amboise. Aqui é a região do vinho mais antiga da França, de onde começou tudo, como me explicaram lá. A adega é de 1463. Pensa nisso: o Brasil nem tinha sido descoberto e esses caras já estavam fazendo vinho bom. Toda a monarquia vinha comprar vinho aqui.

O esquema é uma loucura. O vinhedo fica em cima, e os caras fizeram túneis debaixo da terra, lineares, onde produziam e armazenavam o vinho. Ali dentro tem várias qualidades de uva. Uma delas, a principal, é a Malbec, a mesma espécie de uva que a gente tem lá na Argentina. O que muda é o terroir e o processo.

O Pascal e as garrafas de 1870

Quem cuida dos vinhos é o Pascal. Ele tem vinho de 1870 lá embaixo e cuida garrafa por garrafa pra manter o vinho vivo. É espetacular.

Degustação às cegas: nozes, mel e trufa

Antes de provar, a gente fez um exercício dos aromas essenciais de cada vinho. Dos brancos, dos tintos, dos diferentes vinhos da região. É um teste às cegas: nozes, mel, trufas. Depois veio a degustação de vinhos diferentes, com a explicação de como se toma o vinho e o que precisa observar num bom vinho.

A gente tava na região central do Vale do Loire. A região é dividida em áreas, cada uma com a sua produção e as suas uvas, e vai até o Atlântico. Lá perto do Atlântico, no mesmo rio Loire, tem o Moscatel Alexandria, que dá um vinho doce, mais de comemoração.

Como o vinho é feito

  • Tanque circular: serve pra recircular o vinho, tipo um barril. Fica recirculando por causa da gravidade.

  • Estocagem: tem tanque de concreto, que era do vinho que não é mais usado, e um pouco de barril.

  • Terracota: é o ideal pro vinho respirar sem muito oxigênio.

  • Produção orgânica: o vinho é fermentado com o fermento do próprio vinho, sem adição de açúcar e sem adição de enxofre. É um vinho de verdade, né.

Almoço na beira do rio

Pra fechar, um almocinho na beira do rio, com um gratinado, pãozinho, show de bola. O rio ali atrás é o Loire, por isso é o Vale do Loire. Adorei.

Um pouco de história pra entender o que a gente viu

O vale e a sua fama. O Vale do Loire foi inscrito como Patrimônio Mundial da UNESCO em 2000, no trecho entre Sully-sur-Loire e Chalonnes-sur-Loire. Também é chamado de "Jardim da França", por causa dos vinhedos, pomares e plantações ao longo do rio.

O vinho do Loire. Os primeiros vinhedos da região são atribuídos aos romanos, no século I. No século V, a viticultura já estava forte a ponto de ser citada por um poeta da época, Sidônio Apolinário. Na Idade Média, os vinhos do Loire estavam entre os mais valorizados da França e da Inglaterra, chegando a ser mais prezados que os de Bordeaux. A região de vinhos vai do Atlântico, perto de Nantes, onde fica a zona de Muscadet, até Sancerre e Pouilly-Fumé, ao sudeste de Orléans.

Por que as adegas ficam debaixo da terra. A região de Touraine tem o tufo (tuffeau), um calcário usado para construir muitos dos famosos castelos do Loire. As mesmas pedreiras viram adegas naturais, perfeitas pra guardar vinho.

Amboise e Leonardo da Vinci. O Château d'Amboise foi reconstruído pelo rei Carlos VIII a partir de 1492, e depois de 1495 ele trouxe construtores italianos, criando o primeiro palácio italianizado da França. Carlos VIII morreu no castelo em 1498, depois de bater a cabeça numa porta. Francisco I foi criado em Amboise. Leonardo da Vinci chegou em dezembro de 1515 e viveu no Clos Lucé, ao lado, ligado ao castelo por uma passagem subterrânea. Morreu em 2 de maio de 1519 e está enterrado na capela de Saint-Hubert, no castelo.

Fontes: Wikipédia (Château d'Amboise), Wikipédia (Loire Valley wine) e Wikipédia (Loire Valley). A parte da adega é o que me contaram na visita, no vídeo.

Meu veredito do terceiro episódio

Descer numa adega de mais de 500 anos e ver o vinho sendo cuidado garrafa por garrafa é uma experiência que muda a forma de olhar pro vinho. E o Vale do Loire ainda tem muito mais. No próximo episódio a gente vai pro castelo de Chambord. Não perde.

Equipamentos e recomendados

Esses são alguns equipamentos que estão na descrição dos meus vídeos e o meu catálogo de recomendados. Os links são de afiliado.

Gostou? Assiste o vídeo completo aqui no YouTube, se inscreve no canal e vem conhecer mais em amotorismo.com.br. Forte abraço e até o próximo episódio!

 
 
 

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