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No caminho dos peregrinos: Sauveterre-de-Béarn, vinho decantado e jantar francês

há 4 dias
4 min de leitura

Cara, nesse episódio eu tô no sul da França, num mini castelo aos pés dos Pireneus, curtindo um fim de semana de gastronomia e vinho francês. A gente cozinha, decanta vinho e dá uma volta por Sauveterre-de-Béarn, uma cidade que fica no caminho dos peregrinos de Compostela. Aqui eu te conto o que vi e trago um pouco da história do lugar, com fonte, pra tu conferir.

Tá sem tempo? Assiste o vídeo aí em cima. Se preferir ler, segue o resumo. E se tu perdeu o episódio anterior, o post do Béarn, aos pés dos Pireneus, está aqui.

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Ficha rápida do episódio

Item

Detalhe

Série

Expedição Moto Tour Europa, Temporada 1, episódio 10

Título do vídeo

No caminho dos peregrinos, em busca de ingredientes

Duração

10 min 20 s

Lugar

Osserain-Rivareyte e Sauveterre-de-Béarn, sul da França

No cardápio

Hachis parmentier (o "escondidinho" francês), filé de porco flambado e vinho decantado

Um mini castelo no sul da França

A gente tava no sul da França, num mini castelo, comendo e bebendo durante o fim de semana tudo que a gastronomia francesa e o bom vinho francês podem entregar. Aqui é outro tipo de arquitetura, tem rio na frente, e ao fundo as montanhas. Depois delas já é Espanha, pra tu ter uma noção de como a gente tava perto da divisa. Fazia 32 graus: fim de verão e, na real, primeira semana do outono na França. Escaldante, né.

Minha ideia era, depois do fim de semana, pegar a moto e andar por perto. Mas neste episódio o foco é a mesa.

Escondidinho à francesa

Teve choque de cultura, claro. Na cozinha, o prato era o "hachis parmentier": carne moída, sobra de frango, cebola, vinho branco, sal, pimenta e ervas, com purê por cima, e vai pro forno. No fim, é o nosso escondidinho. Escondido, bem escondido, ó.

Vinho decantado: o passo a passo

Teve um tinto de uma parcela especial, fermentado com os cachos inteiros, uma técnica tradicional que eles chamam de inabitual hoje em dia, porque normalmente se tira o galho pra não dar gosto. Ali deixaram a uva fermentar naturalmente. Achei uma fruta deliciosa.

E aí veio a aula de decantação. A minha recomendação, do jeito que me ensinaram lá:

  • Limpa a garrafa: passa um pouquinho de vinho nela antes.

  • Devagarzinho: o vinho não cai direto no fundo do decantador, ele tem que descer pelo lado.

  • Luz atrás da garrafa: com uma vela ou uma luz dá pra ver o sedimento e parar na hora certa. Num vinho jovem quase não tem, mas é bom ficar de olho.

  • Planeja o tempo: o jantar era em duas horas, então só tinha um decantador, e as outras garrafas já foram abertas pra ir respirando.

Sauveterre-de-Béarn, no caminho de Compostela

Depois a gente foi visitar a cidade vizinha, Sauveterre-de-Béarn. Como me contaram, ela foi voltada às fortificações, defendendo a França da divisa com a Espanha, e por mais de mil anos hospedou e abrigou os peregrinos do Caminho de Compostela. Dali dá pra ver os Pireneus lá no fundo, e atrás deles já é a Espanha. Sul, sul, sul da França.

O jantar: filé de porco e flambada

Quem cozinhou foi um brasileiro, que fala português, olha que sorte. Foi filezinho de porco com mostarda importada da Borgonha, e eu aprendi uma coisa: filé mignon de verdade é de boi, o de porco a gente chama de filezinho. Brincadeiras à parte, o mínimo da cozinha francesa é manteiga, né, meus amigos. Teve flambada, depois creme de leite (essa parte não deu pra filmar, mas tu tem que confiar em mim) e, no final, empratar.

Um pouco de história pra entender o que a gente viu

Uma sauveté no Béarn. Segundo o escritório de turismo do Béarn dos Gaves, a cidade nasceu no século XI como uma "sauveté castrale", um refúgio cujos habitantes eram protegidos diretamente pelo visconde de Béarn. Nos séculos XIII e XIV, sob os viscondes Gastão VII de Moncade e Gastão Febo, tornou-se uma das principais cidades do Béarn.

Caminho de Santiago. A mesma fonte conta que, a partir do ano 1000, peregrinos a caminho de Compostela pela rota de Vézelay trouxeram prosperidade à cidade. Hoje Sauveterre é etapa da Via de Vézelay (GR 654), com trecho de mais de 25 km até Ostabat-Asme, no País Basco.

Fortificações e a ponte da lenda. Como porta de entrada do Béarn, a cidade ganhou muralhas e defesas. A Tour Monréal passa dos 30 metros e vigiava invasões, e a igreja românico-gótica de Saint-André também tinha função defensiva. O "pont de la Légende" tinha uma porta fortificada do século XII, e hoje resta só um arco, porque o resto foi levado por uma cheia. No século XVI, ataques vindos da Espanha e as guerras de religião da França superaram essas defesas e a cidade perdeu a importância estratégica.

A lenda da rainha. Conta a lenda que a rainha Sancie, acusada de infanticídio, foi condenada a ser lançada da ponte, mas a correnteza a levou até a ilha da Glère e ela foi considerada inocente. É lenda, sem prova documental na fonte, tá? Tratei como história de tradição oral.

Fontes: Béarn des Gaves, Sauveterre-de-Béarn, a cidade medieval e Tourisme 64, Sauveterre-de-Béarn. A parte do castelo, da cozinha e do vinho é o que vi e me contaram no vídeo.

Meu veredito do décimo episódio

Foi um episódio de pé no chão e de panela no fogo: vinho decantado do jeito certo, cozinha francesa com sotaque brasileiro e uma cidade que guarda mil anos de peregrinos. E a viagem continua: no próximo episódio a gente vai conhecer os Pireneus e duas cidades lindas, Saint-Palais e Salies-de-Béarn, na divisa com a Espanha. Não perde.

Equipamentos e recomendados

Esses são alguns equipamentos que estão na descrição dos meus vídeos e o meu catálogo de recomendados. Os links são de afiliado.

Gostou? Assiste o vídeo completo aqui no YouTube, se inscreve no canal e vem conhecer mais em amotorismo.com.br. Forte abraço e até o próximo episódio!

 
 
 

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