top of page
Buscar

Diana morreu por isso? A história do Castelo de Chenonceau

há 2 horas
5 min de leitura

Cara, o segundo dia na França foi daqueles que a gente não esquece. Fui conhecer um dos castelos mais famosos do Vale do Loire, o Château de Chenonceau, o Castelo das Damas. É um castelo cheio de rainhas, amantes, ciúmes e histórias que quase ninguém conta direito. Neste post eu te conto o que rolou no vídeo e trago também a história real, com fonte, pra tu conferir.

Tá sem tempo? Assiste o vídeo aí em cima. Se preferir ler, segue o resumo. E se tu ainda não viu o começo da série, o primeiro episódio está aqui no blog.

Aviso rápido: alguns links aqui são de afiliado. Pra ti não muda nada no preço, e eu ganho uma pequena comissão que ajuda a manter o canal. Eu só coloco o que eu realmente uso.

Ficha rápida do episódio

Item

Detalhe

Série

Expedição Moto Tour Europa, Temporada 1, episódio 2

Título do vídeo

Diana MORREU por isso!!!

Duração

9 min 15 s

Lugar

Château de Chenonceau, Vale do Loire, França

Apelido do castelo

Castelo das Damas

Destaques

Jardins, quartos reais, passagem secreta e as histórias das rainhas e amantes

O Castelo das Damas

Chenonceau ganhou esse apelido porque, desde o início, foi sempre administrado por mulheres. É um castelo da época renascentista, maravilhoso, e construído em cima do rio. Já na entrada tu passa por uma alameda larga o bastante pra duas carruagens passarem, uma de cada lado.

Segundo o que contaram na visita, as árvores nativas foram cortadas na Revolução Francesa, quando os revoltosos também destruíram jardins. Por isso hoje tu vê vários tipos de árvores que não são locais, como os plátanos, que são americanos. Muita história envolvida, né?

Os jardins: o da rainha e a lógica francesa

Um dos jardins é o da Catarina de Médicis, que além de rainha foi mãe de três reis. Uma curiosidade que eu aprendi: os jardins franceses são todos em formas geométricas, sempre com uma fonte no meio, porque eles se inspiravam nos grandes povos da Antiguidade. Quando o jardim chega ao limite de tamanho, faz-se outro jardim com outra fonte. É por isso que alguns castelos têm várias fontes. Já os jardins ingleses são o contrário: mais privados, escondidinhos, tipo jardins secretos. Aqui é francês de verdade.

De castelo medieval a castelo de nobre novo

O guia nos contou que o castelo tem três partes. A primeira era um castelo medieval, onde os mercadores vinham trocar mercadorias na junção dos rios. Só que tentaram alargar a margem do rio pra caber mais barcos, a margem começou a desbarrancar, e as enchentes vieram. Os caras acharam melhor abandonar tudo.

Depois chegou uma família que não era nobre, mas que era sangue novo na nobreza. Eles ganharam um castelinho pequeno, viram que tava tudo caindo e construíram um maior. Pra comemorar, fizeram uma baita festa, que deu até inveja no rei. O rei achou que tinham roubado dele, fez um julgamento, e o castelo foi tomado como pagamento da dívida.

O corredor, os D no chão e o quarto da rainha

  • Corredor até o quarto da rainha: normalmente o corredor até o quarto da rainha tinha uma milha, mas como o castelo é pequeno, aqui é só meia milha. Quem ia encontrar a rainha tinha que atravessar tudo até o quarto lá no fundo e, na volta, voltar de costas pra nunca dar as costas pra realeza.

  • Os D no chão: tem um monte de D no chão, do quarto da amante principal do rei. Contam que Catarina tirou o D dali, botou o H na lareira, mas deixou os D no chão pra ficar pisando em cima.

  • O retrato da Diana: ela aparece loira, mas na real não era. Contam que o rei adorava loiras, e ela pintava o cabelo todo dia.

  • O quarto da Catarina: tem as iniciais dos reis, com o H do Henrique e o C da Catarina no centro. Contam que, como ela não conseguia ter filhos, pediu ajuda a uma das moças e fez uns buraquinhos na porta. Três meses depois, ficou grávida. Eu acho que funciona ainda, hein.

  • A lareira: o calor ficava entre as tapeçarias. Acendiam a lareira de manhã, apagavam, e o ambiente ficava com ar puro e sempre quentinho.

A história de verdade: datas e fatos

Algumas coisas que contam durante a visita são tradição oral de guia. Por isso, separei aqui o que tem fonte confirmada.

A família que construiu. Thomas Bohier comprou a propriedade em 1513 e construiu uma residência totalmente nova entre 1515 e 1521. Quem tocou a obra foi a esposa dele, Katherine Briçonnet, que também recebeu nobres, entre eles o rei Francisco I. Em 1535, a Coroa tomou o castelo do filho de Bohier por dívidas não pagas.

Diane de Poitiers (a Diana do vídeo). Depois da morte de Francisco I, em 1547, o rei Henrique II deu o castelo de presente à amante, Diane de Poitiers, que ficou muito apegada ao lugar. Ela mandou construir a ponte em arco sobre o rio, entre 1556 e 1559, projetada por Philibert de l'Orme.

A virada de Catarina de Médicis. Quando Henrique II morreu em 1559, a viúva, Catarina de Médicis, obrigou Diane a trocar Chenonceau pelo castelo de Chaumont, e fez de Chenonceau a sua residência preferida. Diane continuou investindo em Chaumont até morrer, em 1566. Catarina ampliou o castelo, e a grande galeria sobre a ponte, projetada por Jean Bullant e construída entre 1570 e 1576, foi inaugurada em 1577.

Depois da Catarina. Com a morte dela, em 1589, o castelo passou para Louise de Lorena, que viveu ali de luto depois do assassinato do marido. Em 1913 a propriedade passou para a família Menier, que continua ligada a ele. Na Primeira Guerra Mundial, o castelo serviu de enfermaria.

Por que "Diana morreu por isso"? Em 2009, uma notícia da NPR contou que especialistas examinaram os restos mortais exumados de Diane e encontraram níveis letais de ouro no cabelo. A hipótese é que ela tenha morrido por consumir "ouro potável", um elixir que se acreditava preservar a juventude. Repara que a própria notícia usa linguagem cautelosa: "pode ter" morrido por isso. Diane era cerca de duas décadas mais velha que o rei Henrique II, e isso ajuda a entender por que ela buscava esse tipo de coisa.

Fontes: Wikipédia (Château de Chenonceau), Domaine de Chaumont-sur-Loire e NPR (ouro potável). As histórias da visita guiada são as que o guia contou no vídeo.

Meu veredito do segundo episódio

Chenonceau é daqueles lugares em que tu anda pelos quartos e sente que a história tá ali do teu lado. No vídeo ainda tem mais curiosidades, como a passagem secreta pro quarto da amante e a lareira com tapeçarias. E a viagem continua: no próximo episódio a gente segue pra Amboise, também no Vale do Loire, o famoso Vale dos Reis, e desce até uma vinícola subterrânea. Não perde.

Equipamentos e recomendados

Esses são alguns equipamentos que estão na descrição dos meus vídeos e o meu catálogo de recomendados. Os links são de afiliado.

Gostou? Assiste o vídeo completo aqui no YouTube, se inscreve no canal e vem conhecer mais em amotorismo.com.br. Forte abraço e até o próximo episódio!

 
 
 

Comentários


bottom of page