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Pireneus de moto: Saint-Palais, Salies-de-Béarn e o melhor presunto da minha vida

há 11 minutos
4 min de leitura

Cara, nesse episódio eu tô aos pés dos Pireneus, na divisa da França com a Espanha. A gente sobe de moto pelas curvas da serra, para em duas cidades lindas, Saint-Palais e Salies-de-Béarn, prova um presunto que eu não esqueço mais e fecha o dia com churrasco na brasa. Aqui eu te conto o que vi e trago um pouco da história dos lugares, com fonte, pra tu conferir.

Tá sem tempo? Assiste o vídeo aí em cima. Se preferir ler, segue o resumo. E se tu perdeu o episódio anterior, o post do caminho dos peregrinos, em Sauveterre-de-Béarn, está aqui.

Aviso rápido: alguns links aqui são de afiliado. Pra ti não muda nada no preço, e eu ganho uma pequena comissão que ajuda a manter o canal. Eu só coloco o que eu realmente uso.

Ficha rápida do episódio

Item

Detalhe

Série

Expedição Moto Tour Europa, Temporada 1, episódio 11

Título do vídeo

Os Pireneus

Duração

10 min 29 s

Lugar

Pireneus, Saint-Palais e Salies-de-Béarn, sul da França

No cardápio

Queijo de cabra e de ovelha, presunto curado só no sal e churrasco na brasa

Aos pés dos Pireneus, de moto

A gente tava no pé dos Pireneus, que dividem a França da Espanha, dando uma volta ali por perto, de Harley CVO, a Heritage, com uma BMW, o patinho feio, vindo atrás. Pra mim, é uma das serras mais emblemáticas da Europa, além de ser a divisa geológica entre os dois países. A cordilheira vai até o Atlântico, e a parte que a gente pegou é o sudoeste, quase no oceano. Tem curva interminável, castelinho em cima dos morros e uma arquitetura que já puxa bastante pra espanhola. Curvas, curvas e mais curvas.

Aí eu lembrei de uma história que se conta no Brasil: dizem que, quando os colonizadores chegaram em Goiás e viram a serra, falaram que parecia os Pireneus, e daí viriam o parque e a cidade de Pirenópolis. É história que a gente ouve por aí, tá?

Saint-Palais: placas em francês e em basco

A primeira parada foi Saint-Palais, a antiga capital navarra, já no País Basco, uma das cidades mais importantes pra pelota basca e pros jogos bascos rurais. Uma coisa que chama atenção: as placas vêm escritas em francês e, embaixo, em basco. Como me explicaram lá, na época da Revolução Francesa só uns 15% das pessoas falavam francês, o resto era dialeto, e é por isso que, ainda mais na fronteira, a língua variou tanto.

No meio da estrada ainda deu pra ver uma Pan-Europeia e uma BMW K 1600, aquela de motor de seis cilindros, além de bandeira da Espanha pendurada, o antigo moinho de madeira da região e muito queijo de cabra e de ovelha, porque a gente tava na rota do queijo. Pra acompanhar, uma água mineral, Perrier, que é quase um refrigerante.

Salies-de-Béarn: a cidade do sal

Depois a gente foi pra Salies-de-Béarn, a cidade do sal. É a única fonte de água salgada do planeta, e a arquitetura é espetacular, em enxaimel, com aqueles telhados bem inclinados, chamados de cuiú. Eu cheguei no finalzinho da feira, só pra comprar umas coisinhas pro churrasco da tarde.

E foi ali que eu provei o melhor presunto da minha vida. É um presunto gascão, de porco de raça pata negra, e o senhor que faz mostrou até o que eles comem: bolota de carvalho, não é ração. Quem toca a produção inteira é ele e a esposa, e o presunto é curado só no sal, com a data marcada. Deixa essa cidade anotada na agenda pra quando tu visitar a França. Em setembro rola o festival do sal, e tem também um festival de cinema amador.

Churrasco franco-gaúcho

De volta ao pouso, foi hora de acender o fogo, que gaúcho velho de guerra não resiste. Fazia 34 graus, em pleno outono francês, e a gente tava numa cidade de três ruas, que parece bairro. Estávamos no sul, e Paris fica lá no norte, a quase 700 km. Teve pimentão, charcutaria, brasa e vinho francês. Ninguém é de ferro.

Um pouco de história pra entender o que a gente viu

Os Pireneus. Segundo a Wikipedia, a cordilheira tem cerca de 491 km, vai do Atlântico, perto do Golfo de Biscaia, até o Mediterrâneo, no Cabo de Creus, e forma boa parte da fronteira entre França e Espanha. O ponto mais alto é o pico Aneto, com 3.404 m, na Espanha.

Saint-Palais. De acordo com o turismo dos Pirenéus-Atlânticos, a cidade fica à beira do rio Bidouze, é descrita como antiga capital navarra e está em rotas do Caminho de Compostela. O trinquet Saint-Jayme, o primeiro construído no País Basco, é monumento histórico classificado. A força basca, com provas como o tiro à corda, acontece no verão, no domingo seguinte ao 15 de agosto. Já o Hôtel de la Monnaie funcionou como casa da moeda entre os séculos XIV e XVII.

Salies-de-Béarn. A mesma fonte conta que a cidade deve a fama a uma fonte de água salgada explorada desde tempos muito antigos, e que o primeiro estabelecimento termal foi inaugurado em 1857. A lenda local diz que o sal foi descoberto quando um javali ferido caiu num pântano e foi achado coberto de sal. É lenda, sem data. Hoje as salinas produzem cerca de 2.000 toneladas por ano de um sal com indicação geográfica protegida, usado na salga de produtos como o presunto de Bayonne. Também há casas medievais de enxaimel, como as que eu vi.

Fontes: Wikipedia, Pireneus, Tourisme 64, Saint-Palais e Tourisme 64, Salies-de-Béarn. O que eu vi e o que me contaram na viagem está dito no vídeo.

Meu veredito do décimo primeiro episódio

Esse episódio foi sobre curva boa, cidade pequena e comida de verdade: Pireneus, o sal de Salies, o melhor presunto da minha vida e um churrasco gaúcho em solo francês. E a viagem continua: no próximo episódio a gente vai conhecer uma cidade medieval entre castelos, Sarlat-la-Canéda. Não perde.

Equipamentos e recomendados

Esses são alguns equipamentos que estão na descrição dos meus vídeos e o meu catálogo de recomendados. Os links são de afiliado.

Gostou? Assiste o vídeo completo aqui no YouTube, se inscreve no canal e vem conhecer mais em amotorismo.com.br. Forte abraço e até o próximo episódio!

 
 
 

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